O Golfe

REGRAS

Textos de Fernando Fragoso, publicados na revista "Inter.Face"

Os jogos como, o futebol, o rugby, o basquetebol, o ténis, etc, têm sempre um árbitro, cuja missão é assinalar as infracções às regras do jogo cometidas pelos jogadores e aplicar penalidades correspondentes. No golfe não é assim. Na maioria dos jogos de golfe disputados não existem árbitros, sendo o jogador árbitro de si próprio. O jogador sempre que cometa uma infracção às regras deverá informar, a ocorrência, ao jogador seu marcador dos resultados, para que este registe no seu cartão a penalidade correspondente. Assim, o jogador que incorra em falta não necessita de esperar que o seu marcador ou qualquer outro adversário lhe assinale a infracção cometida, até porque estes, podem nem sequer se ter apercebido do facto.

É esta a essência do golfe em que o "fair play" é a sua espinha dorsal, não dando lugar, consequentemente, a disputas conflituosas como noutras actividades desportivas.

Sempre que surge, durante o jogo, qualquer duvida sobre a aplicabilidade duma regra ou sobre o modo de a aplicar, deverá o jogador bater uma ou mais bolas, do ponto do campo onde se verificou a suposta falta até ao buraco, seguindo, os procedimentos acordados entre o jogador e o seu marcador. No fim do jogo o caso deverá ser apresentado à comissão técnica da prova, que analisará a situação e dará a solução adequada.

Note-se que nas provas oficiais de amadores e de profissionais existe sempre presente no campo um juiz arbitro que pode e deve ser chamado, em caso de dúvida, na ocasião em que a presumível infracção tiver sido cometida para que este resolva de imediato a ocorrência.

Os jogos atrás referidos, regem-se por normas simples e, regra geral, de interpretação fácil. No golfe, pelo contrário as regras são numerosas e muitas delas não são de compreensão fácil. É fundamental, por isso e porque os jogadores são árbitros de si próprios, que estes conheçam as regras o mais profundamente possível, sendo preferível conhecerem as de utilização mais frequente, que todas superficialmente. As Regras, existem não tanto para penalizar mas, primordialmente, com a intenção de ajudar a jogar melhor, como refere o Presidente do Conselho de Arbitragem, na Introdução à versão portuguesa das Regras de Golfe, editada pela Federação Portuguesa de Golfe, em 1 de Janeiro de 1996.

As primeiras regras de golfe foram publicadas em 1744 pelo Honourable Company of Edinburgh Golfers, tendo sido mais tarde adoptadas pelo Royal & Ancient Club of St. Andrews. Esta instituição e a United States Golf Association (USGA) são hoje as responsáveis pela actualização das regras de golfe, editando as novas versões actualizadas de quatro em quatro anos. A nova edição das regras foi já efectuada em Janeiro do ano corrente.

As Regras de Golfe apresentam-se em três secções. A primeira fala de Etiqueta, a segunda de Definições e a terceira das Regras propriamente ditas.

As regras que na sua origem eram apenas 13 são hoje 34, que se desenvolvem em quase uma centena de páginas de textos. Por aqui se vê que o jogador não pode ter um conhecimento enciclopédico das regras, mas antes, como atrás dissemos, o conhecimento fundamental das regras aplicáveis aquelas situações que mais frequentemente se deparam numa partida de golfe - que um jogador confirmado sabe perfeitamente quais são - o que lhe permitirá jogar com mais á vontade em qualquer parte do mundo e com qualquer jogador amador ou profissional.

 

Revised: 08-03-2012 .