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'HOT'
DRIVERS BANIDOS A PARTIR DE 2008
 
O Royal & Ancient Golf Club of St. Andrews (R&A) e a United States
Golf Association (USGA) estabeleceram um acordo em que se comprometem a
uniformizar as regras sobre o equipamento que define o factor de medida do
'spring-effect' (efeito mola ou trampolim) que traduz o coeficiente de
restituição (COR) da bola no impacto com o taco.
Desde 1998 que este coeficiente é diferentemente aceite por ambas as
entidades que definem as regras sobre equipamento de golfe, sendo o COR
máximo aceite pela USGA (EUA e México) de 0.830 enquanto o R&A não
fixou para o coeficiente qualquer limite, sendo o mais frequente nos
'hot drivers' o de 0,860.
Esta polémica foi desencadeada quando do aparecimento dos drivers
da Callaway, os ERC II.
Note-se que a cada 0.010 de COR atribuído corresponde um ganho de
distância de 3 jardas (1 jarda = 0,914 metros) o que entre os
COR(s) aceites por cada uma das instituições produz diferenças, em
distância, na ordem das nove jardas, ou seja, mais de 8 metros.
Assim, de acordo com os novos princípios definidos, os jogadores amadores
regulados pelas duas entidades oficiais que definem as regras de
produção de equipamento de golfe, ficam autorizados a jogarem em
competição, para efeito de atribuição de handicap, com drivers
com COR(s) iguais ou inferiores a 0,860.
Os jogadores profissionais a partir de 1 de Janeiro de 2003 não são
autorizados a jogar com drivers com COR(s) superiores a 0,830.
A partir de 1 de Janeiro de 2008 os drivers de hot face serão
banidos das competições de golfe sendo apenas reconhecido o limite
máximo para COR dos drivers o número 0,830
devendo estes tacos ser utilizados pelos
jogadores amadores e profissionais obrigatoriamente.
Paralelamente a este compromisso decorrem conversações entre as
entidades reguladoras e fabricantes tendentes a limitar os comprimentos
das varetas e os tamanhos das cabeças, as quais deverão ser limitadas a
um máximo de 470 cc (centímetros
cúbicos).
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