PGA de Portugal - TIAGO CRUZ BICAMPEÃO NO LEXUS PGA TOUR 2007

Press-Release

Tiago Cruz e Mónia Bernardo sagraram-se campeões do Mota Engil PGA Classic, o 3º torneio do Lexus PGA Portugal Tour 2007, de 15 mil euros em prémios monetários, que a Best Golf Corporation, organizou no Clube de Golfe de Amarante.

 

Foi o 2º título da época para ambos, repetindo os triunfos averbados no mês passado no Solverde Algarve Open, no Vale da Pinta/Pestana Golf Resort. Tanto o jogador do Oceânico Golf Team Portugal como a profissional do Sheraton Algarve desforraram-se dos rivais que venceram há duas semanas o PT Prime PGA Masters, no Oceânico Victoria, António Sobrinho e Cláudia Dantas.

 

«Foi muito bom ter ganho o 2º título profissional da minha carreira, sobretudo por ter sido o 2º do ano. Significa que estou a ter uma boa época no nosso circuito até ao momento», disse Tiago Cruz, que somou 194 pancadas, 10 abaixo do Par, após voltas de 62, 67 e 65.

 

Foi a melhor última volta em Amarante do jogador residente no Estoril. O belo traçado do campo de montanha desenhado pelo arquitecto Santana da Silva costumava ser um obstáculo intransponível para Cruz, devido à sua deficiente condição física, mas, este ano, apesar das elevadas temperaturas registadas, Tiago manteve-se sempre “fresco”.

 

«Fiz um trabalho de preparação física na pré-temporada e, embora nesta fase de torneios não seja possível fazer nenhum programa específico, o certo é que aquele esforço do início da época está a dar os seus resultados e hoje senti-me muito bem», disse o vice-campeão nacional, que bateu António Sobrinho por 3 ‘shots’.

 

Foi um triunfo bem difícil, uma vez que Cruz e Sobrinho partiram empatados, hoje, para a 3ª e última volta de 18 buracos. Mas logo no 1º buraco (Par-5 de 495 metros), onde fizera um ‘eagle’ na 2ª volta, Sobrinho fez um ‘birdie’ e passou para a frente, mas Cruz empatou no 2. “Sobras” assumiu de novo o comando no 3, e Cruz voltou a igualar no 7. Um ‘bogey’ de Cruz no 8 deu a liderança a Sobrinho que dobrou os primeiros 9 buracos com 1 ‘shot’ de vantagem. No fatídico 12, onde perdeu o Campeonato Nacional de 2003, Sobrinho fez um ‘bogey’, pelo que empataram de novo, mas um ‘bogey’ de Cruz no 13 recolocou Sobrinho na cabeça do ‘leaderboard’. Na entrada para o 16, Sobrinho mantinha a magra vantagem de 1 ‘shot’ e foi nessa altura que teve um final “negro”: ‘bogeys’ no 16 e no 17, ao mesmo tempo que Cruz fez um ‘birdie’ no 16 e reforçou o título com outro no 18.

 

Há poucos anos, com 7 abaixo do Par no final de 54 buracos, Sobrinho teria ganho o torneio com uma substancial vantagem sobre o ‘field’, mas, como ele próprio admite, «a nova geração de profissionais portugueses joga muito melhor e os resultados têm de descer cada vez mais».

 

Que o diga Ricardo Santos, que igualou o seu próprio recorde do campo, com 61 pancadas na 1ª volta (7 abaixo do Par) e acabou por contentar-se com o 3º lugar, com 198 (61+70+67), -6. «Pensei que poderia bater o recorde, já que passei os primeiros 9 com 6 abaixo do Par, mas depois só consegui voltar a fazer ‘birdie’ no 18», disse o mais novo dos irmãos Santos, que continua lesionado nas costas, uma mazela contraída no Estoril Challenge de Portugal, há duas semanas.

 

Mónia Bernardo “cheira” ‘top-ten’

 

Mónia Bernardo tem andado a “cheirar” o ‘top-ten’ da classificação mista – o que seria um feito para uma jogadora – e depois de ter sido 12ª no Solverde Algarve Open, terminou hoje no 11º posto, com um agregado de 214 pancadas (70+73+71), 10 abaixo do Par, o mesmo resultado de Sérgio Ribeiro e Daniel Silva.

 

A única profissional portuguesa a disputar recentemente o Ladies Open de Portugal, do Ladies European Tour, embolsou um ‘prize-money’ de 712,5 euros, mas não estava totalmente satisfeita: «Se não joguei abaixo do Par não posso considerar uma prestação totalmente positiva».

 

A 2ª classificada na prova feminina, a contar para o ‘Tee Times Ladies Rankings’, foi Cláudia Dantas, a 33ª na tabela mista, com um total de 234 pancadas (82+73+79), 30 acima do Par. Patrícia Brito e Cunha desistiu a meio da primeira volta.

 

Houve ainda desistências de João Pedro Sousa (doença) no 1º dia e de Luís Cameira a meio da 3ª volta.

 

O ‘top-ten’ definitivo do Mota Engil PGA Classic, após 54 buracos, ficou ordenado do seguinte modo:

 

1º Tiago Cruz (Oceânico Golf Team Portugal/ Banco BIG), 194 (62+67+65), -10, €2.716,65.

2º António Sobrinho (Vale do Lobo), 197 (63+66+68), -7, €1.882,65.

3º Ricardo Santos (Oceânico Golf Team Portugal), 198 (61+70+67), -6, €1.155,15.

4º João Pedro Carvalhosa (Montado/ Nike), 202 (70+63+69), -2, €966,15.

5º Nuno Campino (Callaway), 205 (65+71+69), +1, €852,15.

6º Paulo Ferreira (Amarante), 207 (69+69+69), +3, Amador.

7º José Dias (Oceânico Developments), 210 (68+71+71), +6, €741,15.

8º António Rosado (FPG/ GolfFit), 211 (70+68+73), +7, €628,65.

8º António Dantas (Penha Longa), 211 (67+70+74), +7, €628,65.

10º Christian Westerlund (Quinta da Ria), 212 (74+67+71), +8, €552,15.

 

CRUZ RECUPERA Nº1

NA ORDEM DE MÉRITO

 

Tiago Cruz recuperou o posto de nº1 da Ordem de Mérito da PGA de Portugal, destronando António Sobrinho, uma consequência da sua vitória de ontem (sexta-feira) no Mota Engil PGA Classic, o 3º torneio do Lexus PGA Portugal Tour 2007, de 15 mil euros em prémios monetários, que a Best Golf Corporation, organizou no Amarante Golf Clube.

 

Os profissionais do Oceânico Golf Team Portugal e de Vale do Lobo têm andado numa saudável e acesa rivalidade pela liderança da Ordem de Mérito desde o início da época. Sobrinho foi o primeiro comandante quando foi o melhor português no Madeira Islands Open BPI, mas Cruz ultrapassou-o ao obter o melhor resultado de um golfista luso no Estoril Open de Portugal. Cruz consolidou a 1ª posição ao vencer o Solverde Algarve Open, mas perdeu-a quando Sobrinho juntou dois bons resultados: ganhou o PT Prime PGA Masters e foi 12º classificado no Estoril Challenge de Portugal.

 

O Mota Engil PGA Classic tinha, portanto, este aliciante extra de ter em jogo o comando da Ordem de Mérito da PGA de Portugal e, como se sabe, a luta foi renhida, uma vez que até ao 16º buraco da 3ª e última volta os dois rivais estiveram empatados. A melhor “ponta final” de Cruz deu-lhe o prémio de €2.716,65, enquanto Sobrinho “só” arrecadou €1.882,65. A diferença foi suficiente para o vice-campeão nacional recuperar o posto de nº1, com um total de €19.516,17, relegando o ex-nonocampeão nacional para nº2 com €18.111,60.

 

«Tenho uma vantagem muito magra (apenas €1.404,51), mas vou tentar aumentá-la. Ligo a esta Ordem de Mérito, mesmo sabendo que o ‘Ranking’ é mais importante. O que se passa é que no ‘Ranking’ já sabemos quem vai ser o nº1, enquanto a Ordem de Mérito dá-nos a hipótese de terminarmos a época como nº1 de alguma coisa», disse Tiago Cruz.

 

Recorde-se que, com a criação, em 2007, do ‘Ranking’ da PGA de Portugal, a tradicional Ordem de Mérito perdeu alguma importância, uma vez que refere-se unicamente aos torneios profissionais realizados em território nacional. De qualquer modo, o regulamento dita que o nº1 tem entrada directa nas competições internacionais para as quais a PGA de Portugal tenha convites disponíveis (como os Opens da Madeira e de Portugal). Por isso, ser nº1 é obviamente relevante.

 

Claro que bem mais importante é o novo ‘Ranking’ da PGA de Portugal, porque inclui torneios profissionais disputados no estrangeiro, ilustrando mais fidedignamente quem são os melhores golfistas portugueses.

 

O ‘Ranking’ continua, naturalmente, dominado por Filipe Lima, o nº1 português ininterrupto desde o início da temporada de 2005, que este ano chegou a ver a sua liderança ameaçada, mas que depois do 2º lugar no BMW International Open, em Munique, e do 15º lugar no Open de França, o jogador do Turismo de Portugal tornou-se de novo inacessível para qualquer outro golfista português e garantiu, virtualmente, o posto de nº1 até ao final da época de 2007.

 

Fillipe Lima lidera agora confortavelmente, com €129.931,00 (50% do ‘prize-money’ no European Tour), enquanto Tiago Cruz, já dois títulos no Lexus PGA Portugal Tour de 2007, surge em 2º, com €21.369,56. Recorde-se que, em Maio, a diferença entre ambos chegou a ser de apenas €1.516,75 e Cruz andou mesmo a “morder” os calcanhares a Lima.  

 

Ricardo Santos, o português melhor classificado no ‘Challenge Tour Rankings’, é o nº4 no ‘Ranking’ da PGA de Portugal e o 3º na Ordem de Mérito de 2007.

 

O sector feminino da PGA de Portugal só tem uma classificação, uma das novidades do Lexus PGA Portugal Tour de 2007, chamada ‘Tee Times Ladies Ranking’. Com vitórias este ano no Solverde Algarve Open e no Mota Engil PGA Classic, Mónia Bernardo é a nº1, com €1.799,50, seguida de Cláudia Dantas, a campeã do PT Prime PGA Masters, com €1.750,50, e de Patrícia Brito e Cunha com €350,00.

 

O ‘top-ten’ do ‘Ranking’ da PGA de Portugal de 2007 está ordenado do seguinte modo:

 

1º Filipe Lima (Turismo de Portugal/ RibaGolfe/ FPG), €129.931,00.

2º Tiago Cruz (Oceânico Golf Team Portugal/ Banco BIG), €21.369,56.

3º António Sobrinho (Vale do Lobo), €18.111,60.

4º Ricardo Santos (Oceânico Golf Team Portugal), €15.850,04.

5º Sean Hawker (Prosecom), €3.230,10.

6º Hugo Santos (Oceânico Golf Team Portugal), €2.836,95.

7º Henrique Paulino (Nova Gente/ Fernão M. Pinto), €2.452,10.

8º Nuno Campino (Callaway), €2.323,60.

9º António Rosado (FPG/ GolfFit), €2.168,85.

10º António Dantas (Penha Longa), €2.113,10.

 

O ‘top-5’ da Ordem de Mérito da PGA de Portugal está ordenado do seguinte modo:

 

1º Tiago Cruz (Oceânico Golf Team Portugal/ Banco BIG), €19.516,17.

2º António Sobrinho (Vale do Lobo), €18.111,60.

3º Ricardo Santos (Oceânico Golf Team Portugal), €9.603,10.

4º Sean Hawker (Prosecom), €3.230,10.

5º Filipe Lima (Turismo de Portugal/ RibaGolfe/ FPG), €2.625,00.

 

O ‘Tee Times Ladies Ranking’ está ordenado do seguinte modo:

 

1ª Mónia Bernardo (Sheraton Algarve), €1.799,50.

2ª Cláudia Dantas (Quinta do Peru), €1.750,50.

3ª Patrícia Brito e Cunha (Quinta do Fojo), €350,00.

  

 

 
 

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Revised: 17-07-2007 .