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Revista de Imprensa
| Então Boas Tacadas XV - Estórias curtas da World Cup - NEC Invitational |
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Por, Fernando Nunes Pedro |
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O NEC Invitational realizou-se uma vez mais no Firestone Golf & Country Club em Akron, Ohio. O vencedor foi uma, vez mais, Tiger Woods com -6, seguido de Chris DiMarco com -5. Tiger Woods reforçou a sua posição de líder da Ordem de Mérito americana e do Ranking Mundial, ganhando US$ 1,3 milhões de dólares. Entre os primeiros classificaram-se ainda Vijay Singh, Luke Donald, José Maria Olazabal, Sérgio Garcia, Colin Montgomerie, Paul McGinley para citar apenas os que poderão estar no Algarve a disputar a World Cup. No Firestone estiveram presentes todos os melhores classificados no Ranking Mundial, que poderão vir a capitanear as equipas dos respectivos países na World Cup.
Aos 18 melhores
classificados de cada país naquele ranking, foram entregues
cartas-convite de André Jordan primeiro responsável pela realização
do mais importante campeonato de
Uma outra carta-convite foi assinada por Arnold Palmer, o legendário jogador e arquitecto do Victoria, que se associa assim à World Cup e a Portugal com o objectivo comum de trazer ao Algarve os melhores jogadores do mundo. Foi isso que foi prometido por Jack Warfield máximo responsável da PGA americana e dos Campeonatos do Mundo de golfe. De Akron a Latrobe são cerca de 250 quilómetros que se fazem em 3 horas de automóvel. Latrobe é a pequena cidade da Pennsilvânia, perto de Pittsburg, onde nasceu e vive, seis meses por ano, o grande Arnold Palmer. “Quando se chega à N791 vira-se à direita”, como me dizia o Cori Bertii- secretário e curador do “museu” de Arnold Palmer- “e encontra logo o Aeroporto Arnold Palmer. Depois vira à esquerda, pela Arnold Palmer Drive, e encontra à sua direita a Latrobe Golf and Country Club, de que é proprietário, depois de passar pelo Arnold Palmer High School. Em frente da estrada para a entrada no clube, há uma outra estrada, estreita, que vai dar a uma casa que tem o emblema – chapéu de chuva de gomos multicolores- da Arnold Palmer Enterprises, junto à porta.” Pois é. Parece que estou a exagerar. Mas não. Imaginem o que é ser um herói – vivo e bem vivo- num país como a América. Todos se lembram do Buffalo Bill, dos nossos tempos de juventude e dos livros de cow-boys. Pois o Mr. Palmer é isso mesmo em termos de fama e obviamente em proveito. No seu escritório tem fotos com todos os presidentes dos Estados Unidos, e foi por todos condecorado. É “doutor honoris causa” por diversas universidades americanas e tem mais de 50 “Awards” concedidos por instituições que reconheceram a sua importância no desenvolvimento e consolidação do verdadeiro espírito americano. O meu amigo Arnie teve a gentileza de me convidar a passar um dia com ele em Latrobe.
O Cori levou-me ainda ao “museu” privado onde Arnold Palmer guarda toda a memorabilia da sua vida. Não dá para entender! Como é que é possível conservar tanta coisa? “ Porque não fazem um museu?. O que eu estou a ver deve ser o melhor museu de golfe do mundo!”. “ Deve ser”- respondia-me o Cori, com ar de quem já ouviu a mesma expressão muitas vezes. À tarde fui convidado para jogar com o Arnold e dois dos seus melhores amigos: o David, industrial de aço em Akron da mesma idade de Arnold e James seu dentista, um jovem de 45 anos, nascido e criado em Latrobe. Imaginem a honra.
Fomos para casa a que se seguiu o jantar. O vinho era de uma colheita especial “ Arnold Palmer” um “cabernet sauvignon” de Napa, Califórnia. ( à noite antes de me deitar fui procurar água ao frigorífico e lá encontrei a lata de cerveja Arnold Palmer light...como não podia deixar de ser). Pela noite fora falámos de tudo um pouco. Sobretudo dos Açores. A Kit, sua mulher quer ir aos Açores. Teve referências do arquipélago através de uns amigos. O marido, o nosso Arnie, claro que conhece a rota do Atlântico, as Lages e o apoio que os americanos têm tido ao longo de décadas, por parte de Portugal e em todos os regimes. O meu telefone toca, peço imensa desculpa, mas tinha que atender. Seria concerteza uma gaffe. “ Não imaginam quem está a telefonar!! Nem mais que um amigo que foi Ministro da República portuguesa para os Açores, o General Rocha Vieira”. “ Fernando, diga-lhes para vir que eles serão muito bem recebidos”. Como o mundo é pequeno. No dia seguinte pelas 5 da manhã lá voltei para Akron e para o NEC Invitational no Firestone, a tempo de entregar as cartas aos melhores jogadores de golfe do mundo. Pequenas coisas que podem fazer toda a diferença. Sempre com boas tacadas!
Fernando Nunes Pedro |
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